quinta-feira, 30 de junho de 2016
CRIANÇAS QUE “NÃO VÃO BEM” NA ESCOLA
Uma das grandes dificuldades por que passam as famílias hoje em dia é quanto a crianças que não vão bem na escola. Tais crianças recebem freqüentemente rótulos diversos, conferidos a elas por médicos, pedagogos, psicopedagogos, psicólogos, psiquiatras, professores e outros.
Os nomes são variados: “disléxicos”, “síndrome do déficit de atenção”, “hiperatividade”, “lento para o processo pedagógico”, ou simplesmente “encapetado” ou “difícil”. Este artigo não visa propalar uma panacéia ou solução imediatista e fácil para algo que é grande, complexo e multifacetado. Mas busca ser uma singela contribuição onde pais e professores possam buscar alguma orientação, quando talvez as ferramentas já utilizadas não tenham funcionado tão bem.
Aprendizagem e atenção: uma questão complexa
Tais nomes e diagnósticos remetem a um repertório de medidas de apoio e ajuda, medicações e outros tipos de propostas de solução cujos resultados são muitas vezes desanimadores. No rastro de tantos rótulos e pontos de vista sobre as “causas” do problema, encontramos pais desesperados e professores impotentes frente a algo que muitas vezes é tomado como “sem solução”, mesmo que isso não seja dito abertamente. No silêncio de sua alma, os professores e os pais freqüentemente se acusam mutuamente pelo problema da criança, gerando uma postura que dificulta ainda mais o diálogo claro e a busca de soluções possíveis.
Olhar da Pedagogia Sistêmica – uma nova metodologia para a educação
O trabalho pioneiro de Bert Hellinger e de outros que seguiram seus passos e aplicaram sua metodologia ao campo da educação e das escolas tem mostrado como os acontecimentos familiares remotos ou próximos afetam profundamente a alma da criança. Como a experiência de outros e a nossa tem demonstrado, muitas vezes as dificuldades escolares estão muito ligadas a processos familiares de fundo, muitas vezes a uma exclusão de um membro da família.
Na minha experiência de consultório e ambulatório com atendimento a camadas pobres da população, o pai é figura freqüentemente excluída ou gravemente desvalorizada. Acreditamos que o emprego da abordagem de Bert Hellinger ao contexto escolar possa conduzir a soluções de aconselhamento factíveis e simples, embora nem sempre fáceis. Seria vantajoso que se pudesse buscar criar meios de tornar tal abordagem disponível ao pessoal que trabalha com aconselhamento pedagógico e familiar nas escolas de todos os níveis, pois se trata de abordagem simples, não concorrente com outros métodos e que exige poucos recursos para ser implementada.
Depoimento da Professora Marianne Franke, autora do livro “Você é um de nós”, onde relata suas experiências de Constelações Familiares com os alunos, dentro de sala de aula.
NOSSA FAMÍLIA TAMBÉM VAI JUNTO PARA A ESCOLA
3718267717_cdca1f7a8f_o“As constelações familiares me conduziram a uma nova compreensão dos alunos. Vi como estão inseridos em suas famílias e a sua lealdade a elas. Também reconheci as forças que empregavam constantemente para ligar sua vida familiar à escola e percebi que essas forças poderiam ser frutíferas. Na verdade, isso acontece quando nós, professores, abrimos nosso coração às famílias, permitindo-lhes entrar em nossas salas de aula como uma presença invisível e permanente. As ideias fundamentais de Hellinger, do que significa estar inserido no contexto familiar é que me levaram inicialmente a usar a ideia sistêmica em minhas aulas”. Escrito por Dr. Décio Fábio de Oliveira Júnior, médico e constelador, fundador do http://www.institutohellinger.com.br/.
CONSTELAÇÃO FAMILIAR – Quando nossa mãe pode vir a nós, o sucesso e a realização também vêm
Uma mãe é aquela que teve a coragem suficiente para fazer a vida seguir adiante, apesar de todos os desafios e dificuldades. Alguém que correu risco de vida por isso. É um lugar de muita força.
Nós, os filhos, podemos olhar para nossa mãe desta forma: como uma mulher bem comum e bem normal (assim como nós o somos) sem nenhuma expectativa ou julgamento. Olhar e ver que um dia ela amou um homem e nos foi permitido chegar.
Ela tomou decisões e passou a vida adiante, permitindo que a vida seguisse seu fluxo pelas gerações.
Ela nos colocou no seu peito e nos nutriu. Com o seu leite, recebemos mais que o alimento, recebemos a nutrição para uma vida fora do ventre, para uma vida aqui e agora.
Para Hellinger (e para mim também, de forma bem humilde pois sei que não compreendo ainda totalmente essa profundidade), tomamos a vida como um todo, na medida em que tomamos nossa mãe.
E para ele, quem tem reservas em relação à mãe, que foi sua primeira e talvez mais importante experiência de nutrição e confiança oferecida pela vida, também terá reservas em relação à realização, ao sucesso e à felicidade. Quem rejeita sua mãe, quem não concorda com ela do jeito que é, rejeita também a vida e a felicidade.
Como o sucesso pode chegar?
Ele vem quando nossa mãe pode vir a nós e quando nós a honramos como tal.”
quinta-feira, 16 de junho de 2016
CONSTELAÇÃO FAMILIAR – Nossa mãe e nosso sucesso estão ligados. Como assim?
Bert Hellinger observou após anos de trabalho com as Constelações Familiares que o passo básico para todo e qualquer sucesso é sobretudo o grau de conexão com nossa mãe.
Vale dizer, quem está conectado com a mãe já deu um passo fundamental, o passo básico para o sucesso. Quem ainda não o fez, carece de algo que não pode ser suprido por outras fontes.
E o que é essa conexão com a mãe? Como podemos saber se alguém está ou não bem conectado a ela? Bem, pode-se ver que esta pessoa está “cheia”. Ela tem pouco a exigir e muito a dar. Alegra-se com o que recebe e serve a outros com alegria. É uma fonte de inspiração para os outros. Pois a mãe é, antes de mais nada, o modelo básico da relação de servir a outros. É ela quem serve na família, e o faz com desvelo e ternura.
Se aprendemos essa postura básica, então estaremos aptos a servir também outros com alegria. Pois todo trabalho é serviço a outros. E o sucesso deriva da pressão produzida nos demais em retribuir o que damos a eles na forma de nosso servir. Assim, um passo fundamental na escalada ao sucesso parte da revisão da relação como nossa mãe. Trecho extraído do artigo “Sucesso na profissão” dos consteladores Décio e Wilma Oliveira, coordenadores do Instituto Bert Hellinger Brasil Central.
A força do sangue que corre em nossas veias...
Em nossos workshops de Constelações Sistêmicas, muitas pessoas ficam impressionadas com a força dos sistemas familiares que se mostram.
Ao vir ao mundo no seio de uma família, não herdamos somente um patrimônio genético, herdamos as crenças e os comportamentos que são válidos neste sistema familiar. Há muitas pesquisas em andamento buscando a comprovação científica de que essas crenças e comportamentos possam ter influências no próprio genoma, ou seja, elas modificam inclusive as nossas células.
Nossa família é um sistema, um campo de energia no interior do qual, nós evoluímos e crescemos. Cada um, desde seu nascimento, vai ser uma parte deste todo e precisa ter o seu lugar, independente de quem seja e como seja. Todos fazem parte.
Somos muito mais parte deste todo, do que pensamos. A escritora Juliana Pinheiro, que experimentou o trabalho das Constelações Familiares escreveu: “pensando sobre a minha família, lendo e estudando sobre sistemas familiares nos últimos tempos, percebi a total ligação entre quem somos e a família da onde viemos”.
E ela ressalta, de forma muito fácil de entendermos, que muitas pessoas pensam que ficando longe dos seus pais, não haverá mais qualquer relação, mas estão equivocadas. O sistema familiar corre no nosso sangue, inunda a nossa alma e exerce controle sobre tudo o que fazemos, sobre tudo o que falamos e tudo o que nós somos.
O que é constelação familiar? por Simone Arrojo
A Constelação Familiar ou Sistêmica olha para as diversas consciências as quais somos tomados. Sabendo ou não, querendo ou não, gostando ou não, pertencemos à um grupo, a um sistema, a uma família, funcionamos assim.
Nosso corpo físico funciona num sistema, nossa sociedade, a natureza, as empresas, o planeta, as estrelas. Fazemos parte de uma constelação, por isso, o alemão Bert Hellinger chamou essa forma de interpretarmos essas relações de: Constelação. Cada encontro com ele é um movimento grandioso em direção às infinitas possibilidades de amadurecimento de alma.
Através do método de percepção do “Campo Mórfico” desenvolvido por por Sheldrake e por vários terapeutas importantes do século passado e desse, Bert foi corajoso em desenvolver um método claro e preciso na qual a pessoa traz um problema e o “campo” nos mostra o que não conseguimos perceber com nossa razão e olhos físicos.
Por exemplo, que dinâmica existe entre um casal que se agride? O que está por traz dessa agressão? Nesse campo, através dos representantes (pessoas que participam do grupo) podemos entrar em contatos com “Revelações Divinas”, como o próprio Bert descreveu a constelação no “Trainning Camp” de 2012, na Alemanha.
Com tanta experiências, pesquisas e vivências desenvolvidas por Bert, ele encontrou um meio de trazer a tona o invisível que atua no nosso destino e a forma de transformarmos isso, não só com o objetivo de nos curarmos mas também curarmos o TODO.
Ele percebeu que em várias gerações, assim como somos tomados pela aparência dos nossos familiares, seus dons, etc, também se repetiam situações de perdas, sofrimentos, doenças e outras situações as quais as pessoas nem percebiam estar envolvidas devido à consciência familiar atuando e não a consciência individual.
Ou seja, muitas pessoas falam: eu plantei tanta coisa boa e colho tantos problemas. Isso é karma? Onde está a lei da ação e reação? Muitas pessoas também notam que, de repente, aparece uma dívida, uma relação afetiva complicada ou somos “levados” a determinadas escolhas que parecem não serem nossas. Também notou que a nossa vida não responde aos nossos esforções se, inconscientemente estão envolvidos com historias que não são nossas. Ficamos indisponíveis para nossa vida e disponíveis para nosso sistema.
O sistema familiar busca equilíbrio e o fluir do amor, da prosperidade, do respeito, do pertencer, da hierarquia. Se, de alguma forma, algum membro do nosso sistema, sai dessas estruturas, alguém da próxima geração busca compensar isso, mesmo que inconscientemente. Por isso, a constelação é um método de diagnóstico, um processo de reorganização e equilíbrio dentro dos sistemas as quais pertencemos.
Hoje, as constelações Familiares ou Sistêmicas olham inclusive para outras vidas. Apesar de um tema ainda tão polêmico, o próprio Bert Hellinger nos trás de forma tão profunda e tão respeitosa as verdades que só os corajosos nesse processo de evolução podem usufruir.
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